Apresentação

O Artefatos da Cultura Negra é um congresso de caráter internacional e multidisciplinar que buscar criar um território de conhecimentos e de promoção de uma educação antirracista entre universidades, ativistas dos movimentos sociais, escolas de educação básica e comunidades tradicionais, ao tempo em que se constitui enquanto espaço importante de proposição de políticas públicas antirracistas.

As discussões propostas na sua décima primeira edição que acontecerá no período de 21 de setembro a 02 de outubro de 2020 pretendem oportunizar uma (re) conexão com o contexto africano através de uma releitura das realidades sociais, políticas e culturais da população negra na diáspora.

Diante do cenário nacional da Covid-19 em que vivemos uma série de retrocessos colocamo-nos em diálogo permanente com as ações de enfrentamento as ideologias racistas, fascistas, sexistas, classistas, lgtbfóbicas e na defesa da ampliação das políticas de ações afirmativas enquanto estratégia importante de promoção da equidade racial.

Com uma programação ampla envolvendo mesas redondas, rodas de conversa, feiras culturais, terreiradas culturais, exposições artísticas, mostra de cinema, lançamento de livros, comunicações científicas o evento terá lugar no Cariri cearense e estabelecerá diálogo com pesquisador@s e ativistas de vários estados brasileiros e outros países.

 

São objetivos do evento:

  • Dialogar com instituições de ensino superior do Estado do Ceará, movimentos negros, estudantes, professor@s da educação básica e pesquisadores vinculados às questões da população negra no Brasil e em outros países sobre a produção do conhecimento africano e afro-diaspórico;
  • Promover discussões no campo da formação dos profissionais da educação, voltadas para a implantação da obrigatoriedade da história e cultura africana e afro-brasileira no currículo escolar, Lei Nº. 10.639/03, Lei Nº. 11.645/08, da Educação Escolar Quilombola, (DCN’s, 2012) e das políticas de ações afirmativas;
  • Fortalecer os elos ancestrais que nos unem e assegurar uma agenda que sinalize o fortalecimento da luta antirracista no Brasil;
  • Promover a discussão acerca de temas e políticas destinadas a população negra como Saúde Mental e Política Nacional de Saúde Integral da População Negra;
  • Promover diálogos voltados aos impactos que a Covid-19 está causando a população negra;
  • Dar visibilidade a migração e refúgio no Cariri e as ações que estão sendo realizadas;
  • Fomentar o protagonismo de grupos populares em eventos técnico-científicos artísticos e culturais da região;
  • Fortalecer o diálogo da academia com os espaços informais de educação como os terreiros e quilombos;
  • Viabilizar a interação entre diferentes grupos e linguagens artístico-culturais na região do Cariri cearense;
  • Realizar formação de educadores formais e educadores populares nas comunidades quilombolas;
  • Dar visibilidade à mulher como protagonista nas manifestações da cultura afro-brasileira;
  • Oportunizar o intercâmbio e troca de saberes entre mestres, grupos e artistas de diferentes linguagens;
  • Promover acessibilidade do grande público à arte de matriz afro-brasileira produzida no Cariri cearense.