Projeto de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva escolhido como uma das três melhores experiências exitosas de Atenção primária pela OPAS
25 de junho de 2020 - 12:50
O Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, desenvolvido através de pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (URCA), foi escolhido com uma das três melhores experiências exitosas de Atenção primária em saúde conectada à comunidade. O prêmio é da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
A Residência conta com a coordenação do Professor Francisco Elizaudo de Brito Júnior e realiza trabalho voltado para a Estratificação de Risco à Covid-19 Para Gerenciamento de Ações em Educação em Saúde na UBS, desenvolvido por Daniel Fernandes Pereira e tem como co-autores Bárbara Elvira M. de B. Nunes Hemerson Soares Landim e Maria Alice Alves e os participantes: a enfermeira Ana Rachel Vieira Amorim e o Coordenado da Residência Francisco Elizaudo de Brito Júnior
Um dos objetivos é identificar famílias vulneráveis à COVID-19 através de um modelo ecossistêmico de vigilância e desenvolver ações direcionadas a essas famílias de risco. A pesquisa consiste no levantamento das famílias com as Agentes Comunitárias de Saúde. Até o momento 2 microáreas foram concluídas. São levantadas informações como as condições socioeconômicas: renda per capita inferior a 1/4 do salário mínimo; residência com menos de um cômodo por pessoa; Condições Clínicas: idosos; gestantes; pessoas acamadas; presença de doenças respiratórias; cardiovasculares; renais; deficiências genéticas; hipertensão arterial sistêmica; diabetes e pacientes em tratamento de câncer; (OMS, 2020).
Os autores utilizaram como linha temática a tecnologia de informação e comunicação, como telefone, teleatendimento, WhatsApp, teleconsulta, telemonitoramento etc. para ações de comunicação, atendimento, monitoramento e prevenção pelas equipes que atuam na APS. As experiências foram realizadas na Unidade Básica de Saúde do Recreio.
O local da pesquisa apresenta um número expressivo de usuários com diversas condições clínicas e socioeconômicas, realidade semelhante a muitas áreas atendidas pelo SUS. No entanto, houve a preocupação em identificar as famílias vulneráveis à COVID-19, para assim construir o cenário realístico e ecossistêmico da comunidade frente ao vírus e a partir desse processo desenvolver planos de ações direcionados ao público alvo.
Foi realizado levantamento através de 200 famílias, em que 16 foram identificadas com alto grau de vulnerabilidade à COVID-19. Pelo menos 37,50% das famílias possuem menos de um cômodo por pessoa, 25% possuem renda per capita inferior a ¼ do salário mínimo. As condições clínicas tiveram frequência percentual superior a 50%. Pretende-se elaborar um mapa com a visão ecossistêmica dessas famílias, para subsidiar ações de prevenção, promoção e mitigação das condições de saúde desses grupos, onde já vem ocorrendo entrega de informativos às suas caixas de correspondência; construção de grupos de WhatsApp para direcionar informações pertinentes. Os dados computados servirão de subsídio à Secretaria Municipal de Saúde como recurso para planejamento de possíveis ações de promoção à saúde dos usuários, tais como: acompanhamento por telessaúde, encaminhamento de famílias vulneráveis para avaliação na unidade sentinela.