URCA prossegue com as pactuações para uma possível retomada gradual das atividades

8 de julho de 2020 - 20:41

A pandemia do novo coronavírus, em função do estágio de conhecimento de sua dinâmica epidemiológica, tem consequências ainda não plenamente manifestas e instaura, portanto, um cenário de incerteza que requer planejamento e articulação entre os diversos órgãos do Governo do Estado. Nesse esteio, não é possível, mesmo sendo necessário levar em consideração as particularidades de cada IES estadual, pensar em um retorno sem sopesar as condições concretas desse possível retorno. Urge, também, dialogar com a Rede Básica de Educação e com os municípios de origem dos nossos alunos ou que sediam nossos campi uma vez que as demandas são muito semelhantes. Ademais, também se faz necessário pactuar com o Conselho Estadual de Educação (CEE), uma vez que não se pode tomar posições sem o amparo de normativas que concedam segurança acadêmica, administrativa e jurídica para as decisões que precisam ser adotadas. Por fim, e não menos importante, é fundamental que as articulações internas sejam mantidas, especialmente pelos atores e canais institucionais.

Nesse contexto, desde o primeiro momento os esforços estão concentrados na ampliação dos canais de diálogo nos mais diversos fóruns de discussão, sejam eles internos ou externos. Internamente, além das discussões ocorridas no âmbito da Gestão Superior para fins de garantia da prestação continuada dos serviços, também ocorreram as pactuações necessárias no âmbito do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) o que culminou com a aprovação da Resolução n° 011/2020. Nesse diapasão, e compreendo que a realidade epidemiológica deve servir de orientação basilar para a tomada de decisões, foi criado o Comitê de Monitoramento das Ações de Prevenção ao Novo Coronavírus, que tem atuado de maneira técnica e orientado os passos e ações adotados até o presente momento. No âmbito externo, mas ainda dentro da estrutura governamental, foram ampliadas as conversas com SECITECE, SEPLAG, FUNCAP e Gabinete do Governador com o fito de apresentar as nossas demandas específicas. Também são mantidos diálogos constantes com o Conselho de Reitores das Universidades Cearenses (CRUC) e com a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), com o objetivo principal de colher informações sobre experiências que estão sendo desenvolvidas em outras IES.

Salienta-se que nada está sendo conduzido de maneira açodada, mas sempre pactuada e tendo como norte a manutenção da prestação dos serviços acadêmicos-administrativos essenciais, a busca da garantia das melhores condições materiais e de segurança para um retorno gradual das atividades acadêmicas presenciais.

Ao longo do dia de ontem (07/07), por exemplo, foram realizadas duas reuniões. Uma sob a coordenação da SECITECE, reuniu representantes das gestões das Universidades, sindicatos, movimentos estudantis e movimentos sociais. Outra, sob a liderança da excelentíssima vice-governadora Izolda Cela, foi realizada com os reitores e vice-reitores das universidades estaduais (URCA, UVA e UECE). Na pauta de ambas, constavam as pactuações, através das demandas das três IES, para o retorno gradual das atividades acadêmicas presenciais.

Nesse momento, em que ainda estão sendo discutidas e delineadas as ações necessárias, é imperioso ampliar ainda mais o canal de diálogo com a comunidade acadêmica. Para tanto, foi lançado um Questionário amplo para toda a comunidade discente (de graduação e pós-graduação stricto sensu) para fins de colher informações sobre o cenário de acesso real dos estudantes à rede mundial de computadores. Estão sendo criados e em breve serão implementados questionários exclusivos para professores e servidores técnico-administrativos muito parecidos com o que foi disponibilizado para os estudantes. Ademais, foi disponibilizado na data de hoje o “Fale Conosco”, uma ferramenta digital que ajudará a garantir maior celeridade nas demandas que forem surgindo nos mais diversos setores da Comunidade Acadêmica. Um programa de formação e capacitação para professores será delineado pela PROGRAD, DTI, Núcleo de Formação Docente (NFD) e será apresentado em breve.

O formato e datas para o retorno gradual ainda estão  sendo definidos e serão amplamente discutidos em reunião do CEPE, sempre levando em consideração as heterogeneidades da comunidade acadêmica no Sul e Centro-Sul cearense. A constituição de um Grupo de Trabalho (GTs), com subdivisões específicas (graduação, pós-graduação, assistência estudantil, infraestrutura geral, tecnologia da informação e da comunicação, orçamento e recursos financeiros) será o caminho a ser trilhado para municiar (de maneira mais ampla) de perspectivas, dados e informações sobre os potenciais cenários de retorno gradual às atividades presenciais. Nesse ínterim será de fundamental importância a participação das representações de estudantes, servidores técnicos-administrativos e professores.

Entretanto, é certo que as mediações necessárias para o retorno gradual é, em todos os lugares em que se observa, coletiva e pactuada de modo institucional, sempre com muita prudência, com ações e passos gradativos.