Aberta a Semana Unificada de Letras Virtual da URCA, com mais de 500 inscritos

24 de agosto de 2020 - 23:55

Palestras, debates, apresentações de trabalhos com os três cursos de Letras da URCA, acontecem até dia 28 de agosto

Com mais de 500 inscritos e 91 trabalhos submetidos, foi aberta nesta segunda-feira, 24, a Semana Unificada de Letras Virtual da Universidade Regional do Cariri (URCA). O evento segue até o dia 28 de agosto, com diversas palestras, apresentações de trabalhos e debates. Tratando como temática central Letras em Conexão: Novas realidades, novos conhecimentos, o evento contou em sua abertura com o Reitor da URCA, Professor Francisco do O’ de Lima Júnior, e o Vice-Reitor, Carlos Kleber Oliveira, além de coordenação, professores e alunos dos cursos da Universidade das unidades descentralizadas de Missão Velha e Campos Sales, além do curso no campus do Pimenta, na cidade do Crato.

A abertura foi realizada pelo Reitor da URCA, Professor Francisco do O’ de Lima Júnior, que destacou o momento como grandioso e simbólico, com a grande participação dos cursos e integração entre as unidades e o campus do Pimenta. Ela ainda ressaltou o momento de se realizar o evento, como um desafio diante de uma pandemia. Segundo o Professor Lima, o próprio evento em si coloca a todos perante a reflexão de pensar o futuro, diante de uma realidade, com criatividade, inovação e a capacidade de reinvenção. “Pela primeira vez estão envolvidos três cursos da universidade de forma integrada e harmoniosa, dinâmica, enriquecedora e que tem dado a tônica dessas ações”, avalia.

O primeiro momento de abertura da semana teve lotação esgotada na sala virtual do google meet, com 250 pessoas, além da transmissão também pelo canal da URCA no youtube. O Reitor parabenizou a comissão organizadora e deu boas-vindas aos palestrantes.

Para o Vice-Reitor, Carlos Kleber Oliveira, esse momento do Curso de Letras é grandioso, pela qualidade dos participantes, com conteúdo interessante não somente ao curso, mas a própria sociedade. Mesmo diante de um encontro virtual, ele ressalta a importância de se poder até mesmo em outros momentos, proporcionar a oportunidade de descobertas através dessas novas ferramentas de trabalho que estão sendo utilizadas durante esse período, diante da realidade da pandemia.  “Esse encontro, mesmo de forma virtual, tem a sua grande relevância, reunindo estudantes das três cidades”, afirma.

Segundo a Professora Francisca Carolina Lima da Silva, esse é um momento de grandes desafios, além de colaborar por uma realidade mais humana, igualitária e pautada pelo conhecimento científico. Ela destaca que o tema visa a divulgação da pesquisa e agradece a comissão organizadora do evento.

A palestra foi realizada pelo professor Júlio César Araújo, mestre em Linguística pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Pós-doutorado em Estudos Linguísticos, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também atua nas áreas de linguística aplicada, textual e as teorias críticas do discurso, linguagem e tecnologia digital.

A Pirâmide do Discurso de ódio – Estratégicas Discursivas foi o tema abordado pelo palestrante na abertura do evento. Ele destacou que atua em três linhas de trabalho, com fakenews, discurso de ódio nas redes socais, e laboratório de letramento de escrita acadêmica. O Professor expôs em sua fala o discurso de ódio, ressaltado o conceito, a pirâmide, dentro do contexto americano, como trata a pirâmide, e como funciona nas redes sociais do Brasil, com análise de dois grupos, um relacionado à comunidade LGBT e o outro à mulher negra brasileira, avaliando o ódio como discurso e uma prática discursiva, portanto social. Ele ainda ressaltou urgência de tratar esse tema nas pesquisas acadêmicas e nos trabalhos da educação básica.

De acordo com o Professor Júlio César, muitas vezes esse discurso é tido como opinião e que não está se importando em ouvir o discurso do outro. Segundo o pesquisador, essa realidade  parte para um terreno perigoso, que chega aos genocídios, assassinatos, entre outras práticas danosas. Além disso, coloca em risco direitos de grupos étnicos, religiosos, entre outros grupos. “Esse discurso trata de uma representação negativa de alguém, em relação a sua raça, etnia, situação mental, que vai incitar o ódio e a violência”, diz. Ele trabalha utilizando a classificação da pirâmide da violência, avaliando como pequenos atos podem se transformar numa violência extrema, trazendo muitas vezes morte e muita dor.