História Pública em debate na URCA, durante III Simpósio Internacional

1 de dezembro de 2016 - 10:11

 

A História Pública em debate na Universidade Regional do Cariri (URCA), durante o III Simpósio Internacional. O evento foi aberto na última segunda-feira, no Salão de Atos da Instituição, para pesquisadores, professores e estudantes da área. Durante a abertura, ocorreu a conferência da historiadora do Instituto Mora, no México, Lourdes Roca. Ela falou sobre “O Papel da Pesquisa Social com Imagens, na História Pública”.

 

A Professora Ana Maria Mauad, da Universidade Federal Fluminense (UFF) destacou a vontade de se trazer esse evento para o Nordeste e em especial para o Cariri, por ser o ponto de entroncamento de vários ‘nordestes’ que se encontram na região. “É compensador o investimento feito. A História pública não é um ponto da história, mas uma plataforma para observar às tensões, narrativas e as práticas de fazer e contar histórias, dentro, fora e nos entornos da universidade, convocando as pessoas”, disse ela. Ela ainda lembrou a necessidade de posicionamento de forma crítica, diante do que se apresenta, num momento bastante delicado no país, e afirma a capacidade de transformar a expectativa em esperança.

 

O encontro tem como principal objetivo ampliar o espectro da prática social da história pública. O terceiro simpósio internacional contou com conferências, mesas redondas, oficinas, apresentações orais em painéis temáticos, sessões de comunicação, apresentações, lançamentos de livros e outros trabalhos. Participaram com os diversos temas nas mesas de debates, professores da URCA, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade de Alagoas (Unifal), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e Universidade de Campinas (Unicamp).

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O simpósio foi encerrado com mesa de debates na noite desta quarta-feira, destacando o tema História Pública em Questão – Tudo o que você queria saber sobre história pública e tinha vontade de perguntar, com Ana Maria Mauad, e os professores Juniele Rabêlo Almeida (UFF) e Ricardo Santiago (Unicamp), com mediação de Marta Rovai (Unifal).

 

O evento contou com a apresentação da Orquestra da Sociedade Lírica do Belmonte – SOLIBEL, de Crato, e, em seguida, o Reitor em Exercício da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professor Francisco do ‘O de Lima Júnior, afirmou ser o conhecimento o único instrumento capaz de emancipar o homem, e, neste sentido, “reflexões críticas são muito bem-vindas”, completou. Ele ressaltou dois aspectos que apontam para isso, um deles a agenda do Curso de História, acerca da temática de história pública, e nesse sentido com destaque para os pesquisadores do Departamento, pelo seu protagonismo na concretude das pautas da área de estudo da realidade não apenas regional, mas da ampla agenda e com a qualidade que o Departamento produz.

 

“Ao contrário do que professa a mídia, o papel do historiador e cientista social, nunca foi tão relevante na sociedade brasileira e no mundo”, afirma o Reitor em Exercício. Para Professor Lima Júnior, há a necessidade de eventos como esse, que se propõe a fazer um aprofundamento desses estudos. No caso, com temáticas de alta pertinência, em torno da história pública, que traz reflexões críticas e democráticas.

 

A chefe do Departamento de História, Isabel Cortez, ressaltou a importância de poder sediar o evento na URCA. Para ela, de grande proveito para todos os participantes. A presidente do simpósio, Professora Sônia Menezes, destaca a alegria de poder sediar o simpósio no Crato. É o primeiro evento internacional que o curso de História da URCA organizou. “Nós temos certeza que esse é um momento a mais de desenvolvimento para o curso, que vem crescendo nos últimos anos, com a vinda do Doutorado Interinstitucional (Dinter) de História, além do Mestrado Profissional em Ensino de História – Prof História, e, finalmente, apesar das dificuldades, estamos conseguindo fazer as coisas. Que esse momento seja importante para pensar o país”, explica.

 

A docente destaca a necessidade de se pensar as produções que circulam, algumas delas muito conservadoras, mas que há a necessidade desse diálogo. “Chamar para o debate as várias narrativas, das histórias que temos por aí”, diz. Ela fez um agradecimento a equipe de trabalho e todos que contribuíram para o evento e destacou a parceria da UFF, sobretudo desde a implantação do Dinter.

O simpósio foi realizado por meio de uma parceria entre a URCA, UFF, através do Dinter em História e o Programa Prof História, nos 30 anos da Universidade Regional do Cariri.