Projeto da URCA sobre atenção primária em saúde pode ser implantado no Ceará
30 de setembro de 2019 - 15:48
O projeto “Modelagem Ecossistêmica para Vigilância em Saúde na Atenção Primária em Saúde” foi apresentado no último dia 16, na Coordenadoria de Políticas e Atenção à Saúde (COPAS) da Secretaria de Saúde do Ceará.
De autoria do Professor Dr. da Universidade Regional do Cariri (URCA) Elizaudo de Brito Júnior, coordenador do Programa de Residência em Saúde Coletiva da Instituição, o trabalho poderá ser implementado no contexto da estratégia de saúde da família em todo o Estado.
O objetivo é construir um modelo ecossistêmico de vigilância e gestão em saúde. A reunião contou com a presença das coordenadoras da COPAS e da Vigilância em Saúde da SESA.
O projeto é considerado um modelo de governança em saúde, descentralizado e inovador, e poderá qualificar a Atenção Primária em Saúde no Estado. Uma agenda de atividades para operacionalizar a implementação do projeto será planejada.
A Modelagem Ecossistêmica para Vigilância em Saúde na Atenção Primária consiste em um processo de trabalho para implementação de salas de situação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), visando descentralizar a geração e gestão dos indicadores de saúde nos territórios da Estratégia de Saúde da Família e promover a ação programada em saúde, com base na equidade e integralidade da atenção.
A primeira etapa do processo consiste na utilização de geotecnologias para construção de mapas digitais dinâmicos dos territórios, demonstrando seus equipamentos, potencialidades, riscos e vulnerabilidades. O segundo momento é a estratificação de risco familiar, onde as famílias são classificadas quanto ao risco e vulnerabilidades, através de um instrumento construído pela equipe de pesquisadores do Programa de Residência em Saúde Coletiva da URCA, a partir das variáveis das fichas de cadastro domiciliar e individual do E-SUS.
Em seguida, são gerados mapas georreferenciados das famílias segundo a estratificação de risco, contendo todo o conjunto de informações e indicadores que determinam o risco de cada família. Além de produzir uma rede complexa emergente de determinantes da vulnerabilidade familiar em cada território da Estratégia de Saúde da Familia, através da metodologia de sistemas complexos adaptativos e análises de redes.
Toda a tecnologia informacional utiliza softwares livres e open source. Os mapas subsidiam a implementação da sala de situação na Unidade Básica de Saúde, com todos os indicadores gerados no processo de vigilância em saúde de cada território, e funcionam como ambiência de observação e gestão participativa, na construção de matrizes ecossistêmicas de determinantes para as problemáticas identificadas pelo grupo como prioritárias para o enfrentamento. O grupo de gestão participativa propõe planos inter setoriais de intervenções para as problemáticas do território.