I Congresso dos Estudantes da URCA aberto com mais de 700 inscritos
1 de outubro de 2019 - 11:11

Aberto na noite desta segunda-feira, 30, o I Congresso de Estudantes da Universidade Regional do Cariri (URCA). O evento contou em sua abertura com representação dos estudantes, o Reitor da URCA, Francisco do O’ de Lima Júnior, o Vice-Reitor, Carlos Kleber Oliveira e a Pró-reitora de Assuntos Estudantis, Socorro Vieira. Cerca de 700 inscritos, de todos os cursos da instituição, participam da programação.
A peça Um Teto Todo Delas, baseada em texto de Virgínia Wolff, foi apresentada no Salão da Terra, encenada por estudantes do Curso de Teatro. Em seguida, a abertura aconteceu no Salão de Atos, onde ocorre a programação até o próximo dia 4 de outubro.
Para o Reitor da URCA, esse é um momento muito importante da Universidade, destacando a pauta no contexto da educação, formação, e da militância estudantil no Cariri e região sul do Estado.
Segundo ele, diante do desmonte da universidade brasileira, em que o papel da produção do conhecimento autônomo, dentro das universidades, é questionado, surge o Coneurca, mostrando que esse movimento está vivo dentro da universidade. “Tem o protagonismo de um conjunto de atores que fazem a universidade e que ela existe por causa dele, que são os estudantes”, diz ele.
O Reitor ainda lembra que o movimento estudantil é tão antigo quanto a própria universidade. Lembrou de exemplos de Bolonha e Coimbra. “Estamos à disposição desse diálogo profícuo, pela defesa da universidade Pública, gratuita e de qualidade”, afirma.
O Vice-Reitor, Carlos Kleber, destacou a organização dos estudantes da URCA e a reconstituição do DCE, atuando com as demandas dos estudantes, de forma acadêmica e política, dentro da instituição e fora dela. “Isso mostra a vitalidade da academia e a mobilização dos estudantes, diante de ataques às minorias e à ciência”, afirma.
Conforme a Pró-Reitora, Socorro Viera, o evento tem um significado importante, em que se vivencia desmontes, e há uma necessidade de se movimentar. “Os estudantes nos dão uma aula de participação quando estão na rua. O movimento político é muito importante para tentar reverter todos os desmontes que estão acontecendo no nosso País. Essa luta é de todos”, afirma ela.
A estudante Raíssa Soares Leite, do CA de Geografia e representante do Conselho de Entidades de Base (CEB), ressaltou o papel das mulheres à frente do movimento estudantil, também como reparação histórica, e o momento da sociedade em que é importante estar pautando essas questões. Segundo ela, dentro da universidade, é relevante tratar dessas causas junto com as entidades, para a conquista de direitos. “Independente da força política que esteja movendo essas entidades, são nelas que iniciamos as nossas mobilizações para conquistar direitos”, diz. A estudante lembrou da paralisação geral, nos dias 2 e 3, e que é importante todos estarem participando no dia 3 de outubro.
O representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Anderson da Silva Félix, estudante de História, destacou o seu orgulho de pertencer a URCA, por ser a primeira estar o ranking brasileiro de universidade pública e privada com menor índice de evasão.
Ele lembrou que quase 90% dos estudantes da URCA são oriundos da classe trabalhadora, para ressaltar a importância das discussões, voltadas para a ciência, tecnologia, arte, principalmente de politicas públicas de inclusão e permanência na universidade.
De acordo com Anderson, a URCA está sendo pioneira na construção de um Plano Estadual de Assistência Estudantil, que vai garantir com que a Universidade continue com o menor índice de evasão do Brasil, à frente da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Cariri (UFCA), da Universidade Federal do Ceará (UFC), e isso, segundo o representante do DCE, é um motivo de orgulho para todos. “A URCA está unida pela educação, e continuaremos unidos. Estamos num dos maiores congressos estudantis do Nordeste, para pautar políticas de inclusão de permanência”, disse ele.
