URCA debate avanços na curricularização da Extensão

14 de outubro de 2019 - 14:25

Realizada, na última quinta-feira, 10, na Universidade Regional do Cariri (URCA), reunião da Pró-Reitoria de Extensão com a Pró-Reitoria de Ensino e Graduação, para tratar da curricularização da Extensão na Instituição, na Sala do Renasf, no campus do Pimenta, em Crato.

O encontro, com coordenadores dos cursos da Universidade Regional do Cariri (URCA), discutiu a reformulação dos projetos pedagógicos dos cursos, por meio da curricularização.

Representantes dos cursos tiraram as suas dúvidas sobre esse processo, para incluir a extensão como atividade formativa. Na ocasião, os coordenadores foram orientados dos principais procedimentos que devem ser tomados. Com isso, segundo a Pró-Reitora de Extensão, Sandra Nancy, o trabalho mostra unidade entre as pró-reitores, em torno do processo de diálogo para os avanços do processo de curricularização.

Ela destacou o entendimento do que é extensão, dentro desse trabalho conjunto da universidade e a sua inclusão no currículo de forma obrigatória. A professora, além de tirar a dúvida dos representantes dos cursos, destacou a importância e o protagonismo dos alunos, no planejamento, organização e execução dos projetos.

No encontro, foi exposta também a possibilidade de se trabalhar mais programas relacionados às atividades de extensão, por terem uma continuidade, dentro dessa perspectiva decurricularização.

Em 2014, o Ministério da Educação (MEC), se colocou entre as suas diretrizes, 20 metas para reger iniciativas na área da educação. Se prevê, conforme a lei, que 10 por cento das atividades estejam voltadas para a extensão.  “Com isso, a Universidade passa a ter que devolver à comunidade o que a gente produz, dentro da obrigatoriedade da curricularização da extensão”, explica.

A URCA conta atualmente com 160 bolsas de extensão. “Temos que atender a demanda e podemos trabalhar no sentido de colocar a extensão dentro do currículo dos cursos”, destaca. Até 2021, a extensão já deve constar no currículo do aluno como atividade de extensão, conforme resolução do PNE.  “A formação do aluno tem que ser na prática, através da extensão e envolvendo a comunidade em suas ações”, diz.

Outro aspecto importante, conforme a professora Sandra Nancy, é que a extensão deve ter uma dimensão transformadora e não assistencialista. Levar o conhecimento para transformar a realidade, cumprindo o papel da universidade. “Uma via de mão dupla e não assistencialista”, completa.

No final do encontro, foram esclarecidos pontos mais questionados sobre a temática, e um deles ser refere justamente a inserção de 10 por centro das atividades de extensão no currículo do aluno.