Estudantes da URCA selecionados no projeto EBW+ rumo à Europa
24 de agosto de 2015 - 22:36
Ana Carla de Almeida Morais Lacerda, Maria Vilaneide Vieira dos Santos e Maria José Chaves, do Curso de Pedagogia, juntamente com Wesley de Sousa Lima, estudante de Geografia, foram aprovados na seleção internacional de bolsas do projeto Euro Brazilian Windows Plus (EBW+) – Erasmus Mundus. Acompanhados do Assessor de Relações Internacionais da URCA, Fábio José Rodrigues da Costa, os alunos foram recebidos na manhã desta segunda-feira (24), pelo Reitor da URCA, José Patrício Pereira Melo, pelo Pró-Reitor de Ensino e Graduação, Francisco Egberto de Melo, pelo Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Allysson Pontes Pinheiro, e pela professora do Curso de Pedagogia e Coordenadora do Pibid/URCA, Francisca Clara Oliveira.
No encontro com os alunos foi destacada a relevância do Projeto EBW+ que inaugura novas perspectivas de garantia de mobilidade acadêmica tanto para alunos da URCA quanto para professores e técnicos-administrativos. “Parabenizamos os alunos pelo esforço e dedicação. Desejamos que vocês sejam felizes, que se realizem profissionalmente e aprendam com as culturas diversas da nossa. Agradecemos ainda, ao professor Fábio Rodrigues pelo seu empenho nesse processo de internacionalização da URCA”, destacaram os membros da Administração Superior da URCA.
Com destino às universidades de Portugal e Suécia, os quatro alunos selecionados terão acesso a bolsas que cobrem os gastos de subsistência no país de acolhimento, passagens de ida e volta e seguro de saúde, acidente e viagem, válido durante todo o período de mobilidade na Europa. Segundo o estudante Wesley de Sousa Lima, o processo de seleção foi bem intenso e complexo devido a regras próprias da comunidade Europeia. “Tivemos que passar por várias etapas, inclusive, pelo Comitê de Internacionalização da URCA, para realmente sermos selecionado pelo projeto EBW+. A seleção já se configura como uma experiência única. Por isso, pretendo aproveitar ao máximo, tentar me aprofundar em todos os assuntos que estão sendo trabalhados na geografia e ver todos os aspectos físicos que a Universidade oferece na área de rochas. Além de ter também a vontade pessoal de conhecer outra cultura”, comenta Wesley Lima.
A URCA é a única instituição de ensino superior estadual que compõe o consórcio de 10 instituições parceiras do Brasil no projeto EBW+
O programa EBW+ tem o objetivo de promover a educação superior e a pesquisa nos países europeus e, ao mesmo tempo, reforçar os laços acadêmicos com universidades de todo o mundo. Dez instituições brasileiras e dez europeias participam do programa que propicia novas oportunidades de intercâmbio para graduação, doutorado, pós-doutorado e aperfeiçoamento técnico nas áreas de Educação, Engenharia e Tecnologia, e Artes. O projeto é coordenado pela Universidade do Porto (Portugal) e Co-Coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (Brasil).
A URCA ingressou nesse programa porque em 2012 a gestão superior da Universidade fez um convênio de cooperação geral com a Universidade do Porto (Portugal), coordenadora do Projeto. Em 2014, a Universidade do Porto, amparada por esse convênio de cooperação, consultou a URCA para saber do seu interesse em fazer parte desse consórcio. A partir desse processo a Universidade passou a compor o consórcio de universidades brasileiras, sendo a única instituição de ensino superior estadual a se inserir no Projeto EBW+.
Ressaltou o professor Fábio José Rodrigues da Costa, que a URCA já é uma instituição de ensino superior de projeção internacional. Tem o privilégio de ser uma universidade nova, 28 anos, com expressão internacional por diversos programas que já desenvolveu e desenvolve. O primeiro programa que deu à URCA essa aproximação com o contexto internacional foi o Projeto Bacia Escola, iniciado na gestão da professora Violeta Arraes, e gerido pelo professor Jacson Antero, do departamento de Geografia. “Nós tínhamos pesquisadores nas áreas das ciências do solo e da paleontologia e com isso projetamos a Universidade para fora, inclusive, fortalecendo-se com a criação do Geopark Araripe. Todavia, nunca tivemos um setor específico sobre relações internacionais. Nós já tínhamos quatro alunos do Curso de Artes Visuais participando do programa Ciências sem Fronteiras. Mas, foi a partir de 2014, quando buscamos a internacionalização da URCA voltada para sua comunidade interna, que o programa de relações internacionais focou na mobilidade de estudantes, professores e técnicos”, afirma Costa.
Agora a URCA se apresenta como instituição no diálogo internacional e criando condições de garantir mobilidade acadêmica que se traduz em intercâmbio de conhecimentos, experiências e vivências significativas que podem nos ajudar a renovar nossas potencialidades de ensino, pesquisa e extensão.