Arcebispo de Maceió aponta semelhanças entre os princípios de Padre Ibiapina e Padre Cícero
22 de março de 2017 - 21:07
Para o Arcebispo de Maceió (AL), dom Antonio Muniz Fernandes, Padre Cícero não está desligado do princípio apostólico do Padre Ibiapina e suas vidas se cruzam. A afirmação foi feita na manhã desta quarta-feira durante a Mesa Redonda: “Romeiras e Romeiros: Juventude e Gênero” no V Simpósio Internacional sobre o Padre Cícero: “Reconciliação… e agora?”, que acontece em Juazeiro. Os debatedores foram os professores Sávio Cordeiro e Adriana Simião da Silva (URCA) e Maria das Graças de Oliveira Costa Ribeiro (IFCE).
Não obstante ter sido um grande nomes do clero nacional, Dom Muniz observou que Ibiapina foi esquecido ao passo que a nação romeira jamais esqueceu o padre caririense. Conforme o Arcebispo, ele foi afastado da cena e renasceu pela devoção e admiração de estados próximos quando o Ceará foi junto. Dom Muniz defendeu ainda um resgate das figuras superioras da Casa de Caridade que, como disse, o Padre Cícero escolhia de forma exemplar.
Na sua fala, a professora Maria das Graças discorreu sobre as cartas que chegam para o Padre Cícero em Juazeiro enviadas por pessoas de vários lugares do pais que não puderam vir. Os conteúdos são de desabafos, pedidos por meio da intercessão do sacerdote junto aos santos e agradecimentos chamando a atenção para um grande número de correspondências de jovens. São desde apelos para se livrar da feiúra ou aprovações em concursos, quanto ligadas a relacionamentos até homoafetivos ou de políticos que almejam vencer eleições.
Já o professor Sávio Cordeiro opinou que a romaria tem muito de sacrifícios pessoais e, na sua exposição, considerou o avanço dos evangélicos como “agressivo, inescrupuloso e mercantil”. Antes, a professora Adriana Simeão tratou sobre a pesquisa em torno das experiências sócio religiosas das mulheres que vem ao Juazeiro a qual transformou no livro: “Vidas e Romarias”. Ela confessou encantamento com o caldeirão das manifestações dentro de práticas de um catolicismo popular que remonta ao tempo de Padre Cícero.
Apesar da conferência de Leonardo Boff estar agendada para às 15 horas de sexta-feira sob o tema: “Padre Cícero à luz do Papa Francisco”, ele já desembarca na noite desta quarta-feira em Juazeiro do Norte. Quem desejar ouvi-lo e participar dos debates poderá se inscrever no Memorial Padre Cícero pagando apenas R$ 35,00 já que não será possível abrir as portas ao público. Leonardo Boff já esteve outras duas vezes em Juazeiro, sendo a primeira em 2001 quando veio conhecer de perto a espiritualidade dos romeiros.
Asscom Simpósio