NOTA DE REPÚDIO

1 de março de 2019 - 10:58

NOTA DE REPÚDIO

Mais um feminicídio para as estatísticas. Mais um crime que reforça um cotidiano de mulheres atormentadas pelo fantasma cíclico da violência. Mais um feminicídio no município do Crato! O ano é 2019, mas a tragédia se repete cotidianamente. Inúmeras são as mortes veiculadas pela mídia diariamente. Estatísticas que reforçam a projeção do Brasil no cenário mundial como um dos países mais violentos.

Considerada uma das maiores violações contra os direitos humanos, a violência é concebida como sério problema de saúde pública, contribuindo para elevação das taxas de morbimortalidade da população, com repercussões sociais e econômicas negativas.

Grupo populacional susceptível a esse agravo por questões culturais de gênero, as mulheres são vítimas diárias das suas mais variadas manifestações, como os assassinatos, estupros, violências físicas, sexuais e emocionais, prostituição forçada, mutilação genital, tráfico de mulheres, dentre outras.

Hoje foi Geane, ontem Silvany, há alguns minutos atrás Rafaelas, há horas atrás Marias, Raimundas, Letícias… Quantas e quantas mais precisarão morrer? Quantas e quantas mais precisarão ficar paraplégicas, terem suas feições deformadas? Quantas? Quantas e quantas vezes precisaremos repetir esses questionamentos? Quantas vezes precisaremos ecoar nossas vozes e exigir que mudanças estruturais, para além de políticas, possam acontecer para proteger as mulheres e de fato punir os agressores? Quantas e quantas vezes precisaremos apontar que ações para prevenção desse agravo são necessárias e devem ser executadas??

O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. Há cada quatro horas uma mulher é violentada nesse país.

BASTA! BASTA!

Mais uma vez reforçamos que a violência não é um problema privado, é uma questão de saúde pública. Mais uma vida foi silenciada! Mais uma mulher assassinada! E mais uma vez nossa luta se faz importante e necessária!

A Administração Superior da URCA e o Observatório da Violência e dos Direitos Humanos da Região do Cariri solidarizam com a família da vítima de feminicídio Geane e reforçam que o enfrentamento da violência contra as mulheres é responsabilidade de toda a sociedade!

O Observatório da Violência e dos Direitos Humanos da Região do Cariri foi criado em 16 de outubro de 2015 e vem desempenhando um papel fundamental para a sociedade, além de produzir e difundir análises integradas sobre as situações de violência, também realiza iniciativas institucionais de ensino, pesquisa e extensão.

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