Professor do Departamento de Economia da URCA é Expositor em mesa no mais importante congresso de estudos do Trabalho do Brasil

28 de setembro de 2015 - 15:40

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O XIV Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho – ABET – UNICAMP, Campinas – SP contou com a participação do Professor Mestre da Universidade Regional do Cariri (URCA), Luis Abel Filho, do Departamento de Economia (Foto – Esquerda para Direita). A mesa em que esteve, apresentou um importante debate acerca dos desafios da educação brasileira no século XXI explorando três grandes eixos de reflexão, bem como sua interdependência: educação, mercado de trabalho e demografia. Foi destaque o processo de transição demográfica vivenciado no Brasil, além dos impactos no mercado de trabalho e na educação. O tema central Mudanças Demográficas, desigualdades e Impactos sobre a Educação, foi debatido no Encontro Nacional da ABET, na mesa MR 13, o tema Mudanças Demográficas, desigualdades e Impactos sobre a Educação.
A mesa contou também com a participação do Professor Dr. Irineu Rigotti, do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional – CEDEPLAR, da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, o Coordenador da Mesa, Professor Dr. Alexandre Gori Maia, diretor do Núcleo de Economia Agrícola e Agrária do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, a professora Drª Chistina Carvalho, do Departamento de Planejamento e Administração da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília – UnB, e a pesquisadora Maria Alice Remy, do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho do Instituto de Economia da UNICAMP.
Os proponentes e debatedores destacaram que o momento demográfico do país é impar. A população vem diminuindo seu ritmo de crescimento desde meados dos anos de 1960. Isso provocou uma mudança na estrutura etária da população, pautada na redução da fecundidade abaixo do nível de reposição e redução da taxa de mortalidade, o que os demógrafos denominam de transição demográfica. Destacaram, ainda, que, ao longo dos anos 2000 foi observável empiricamente a crescente escolarização tanto da população brasileira como de sua força de trabalho.
A taxa de desocupação apresentou tendência declinante e a renda do trabalho aumentou para todas as camadas e com mais vigor para as famílias de menores rendimentos. Além disso, o emprego formal, aquele em que o contrato de trabalho obedece tanto a legislação sobre o trabalho quanto sobre a Previdência Social cresceu em ritmo mais elevado do que o do número total de pessoas ocupadas.
No exame deste assunto, a economia promoveu a absorção de montante significativo de jovens, embora, majoritariamente, estes postos de trabalho nem sempre fossem de qualidade. Essa dinâmica também proporcionou condições superiores de renda, tanto pela elevação real do salário mínimo, quanto pelo acesso ao crédito para famílias anteriormente, fora deste circuito.
No que é pertinente à educação como fator condicionante a melhor inserção no mercado de trabalho e consequentemente na distribuição de renda, tem-se um paradoxo em sua observação no contexto socioeconômico. Quando se insere no campo de debate, se percebe claramente duas posições causais, a saber: a primeira percebe a educação como um fator propulsor do desenvolvimento; a segunda que percebe o desenvolvimento como pressuposto para uma educação de qualidade.
Pode se identificar na primeira uma visão microeconômica (grau de escolaridade x renda) e os segundos mais afeitos ao ambiente macroeconômico que propiciaria, através do desenvolvimento um contexto favorável à educação. Nesse sentido, a mesa foi composta por linhas temáticas que englobaram a dinâmica demográfica e seus impactos no mercado de trabalho, na distribuição de renda e na educação no Brasil do século XXI.