URCA terá participação ativa em comitê intersetorial para tornar a Chapada do Araripe Patrimônio da Humanidade

22 de dezembro de 2019 - 23:15

A Posse do Comitê Consultivo Intersetorial da Chapada do Araripe, que contou com a presença do Reitor da Universidade Regional do Cariri, Professor Francisco do Ó Lima Júnior e pesquisadores, além de outras instituições representativas, como a Fundação Casa Grande, Fecomércio, Universidade Federal do Cariri (UFCA), e Secretaria de Cultura do Estado, aconteceu na Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri, no último dia 19.

O comitê irá cuidar do dossiê de proposição da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade da Unesco. No último dia 18, foi nomeado pelo Governo do Estado, com publicação no Diário Oficial, 18 conselheiros titulares e 18 suplentes, para o Conselho Intersetorial da Chapada do Araripe – Patrimônio da Humanidade, incluindo representantes das mais diversas instâncias governamentais, instituições de fomento à pesquisa, universidades, Centro Pró-Memória de Barbalha, Fundação Casa Grande, Aquasis, Sistema de Museus, entre outras repartições.

Segundo o Reitor Lima Júnior, a grande preocupação a partir de agora é promover e dar visibilidade, preservar, e proporcionar um direcionamento voltado ao desenvolvimento sustentável desse espaço da Chapada do Araripe. “Ou seja, dar a condição de reconhecimento, para preservar o espaço”, afirma. No Brasil há 22 sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial da Unesco, que são classificados como bem natural e bem cultural, como sítios históricos, santuários, parques nacionais, ilhas, como a de Fernando de Noronha, em Pernambuco, além de zonas portuárias e paisagens culturais, no Rio de Janeiro.

Ele lembrou da primeira inscrição com essa finalidade que ocorreu no Brasil, em 1980, para o reconhecimento da cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, além do Parque Nacional do Iguaçu, em 1987. A lista indicativa, conforme o Reitor, seria o primeiro passo para se tornar patrimônio. Atualmente existem 16 sítios nessa lista.

Espaço de diversos saberes, a Chapada do Araripe passa a ser evidenciada na busca desse reconhecimento. Dentro desse aspecto, o Reitor ressaltou as riquezas relacionadas à cultura, a história, e toda a diversidade existente.

Segundo Lima Júnior, a URCA conta com toda a uma expertise, além de importantes contribuições, com a UFCA, a Universidade Federal do Ceará (UFC)  e a Universidade Estadual do Ceará (UECE), para o desenvolvimento das ações. O Reitor lembrou do trabalho desenvolvido através do Geopark Araripe, com toda uma agenda consolidada junto à Unesco, e que será de grande relevância dentro desse processo de reconhecimento.

A URCA contará com o maior número de assentos no Comitê, com equipe técnica integrada pela Professora Sandra Nancy Freire, do Departamento de História da URCA, e que traz a experiência do trabalho realizado junto ao processo de patrimonialização da Festa do Pau da Bandeira de Barbalha, e o Professor Patrício Melo, Coordenador de Cultura do Geopark Araripe, além do Reitor, representando a Secitece, e o Vice-Reitor Carlos Kleber de Oliveira. O Professor da URCA Josier Ferreira, estará pelo Centro Pró-Memória de Barbalha.

Este momento marca o início dos trabalhos que serão realizados, com grande participação da URCA na elaboração e levantamento de informações necessárias para o projeto de patrimonialização.

A primeira reunião do grupo técnico aconteceu na última sexta-feira, na URCA. Para iniciar as ações em torno do projeto de elaboração da patrimonialização, será feita uma carta de intenções a ser apresentada junto ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e também foi definido espaço onde serão realizados os trabalhos, na URCA, que também será estruturado pela instituição, contando também com o uso do laboratório de processamentos. As atividades terão a importante contribuição dos bolsistas e pesquisadores da Universidade.